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Empoderamento da mulher do século XXI

Empreendedoras, visionárias e profissionais, assim é o perfil da mulher do século XXI. Conheça o perfil destas verdadeiras guerreiras

Por Lilian Sartorio

Elas têm em comum o amor às suas profissões, visão empreendedora e perseverança. A confiança no trabalho fez com que elas apostassem em seu próprio negócio, moldando o novo perfil da mulher do século XXI, aquela que batalha e incentiva as demais a prosperarem, enaltecendo o conceito de empoderamento, termo criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, e tão utilizado para potencializar a autoestima feminina atualmente.
O empoderamento da mulher significa promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável. Conheça os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres:
1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.
Graça Bragagnolo, Helena Gatti, Stefanie Ortega Brentzel Caridiotis, Danieli Niéri, Nana Guido, Cristina Rocha e Paula Micai são as personagens desta matéria especial e dividem com os leitores da Revista Singular suas histórias de vida, cada qual com suas experiências, homenageando o Dia da Mulher:

Graça 

Avó e educadora

“Esta é uma escola boa para os meus netos? Este é o meu principal critério de gestão”.

Maria da Graça Bragagnolo, conhecida entre todos como Dona Graça, é a proprietária e diretora da Escola Vagalume e Colégio Lúmen, na cidade de Itu. Ela, que é professora e pedagoga, lecionou durante anos em escolas particulares e públicas na cidade, percebeu – no momento de sua aposentadoria – que poderia fazer mais pela educação infantil. Investiu na aquisição da já instalada Escola Vagalume, que contava – no ano 2000 – com apenas 23 alunos.
O sonho de abrir uma instituição educacional veio de sua experiência e desejo de proporcionar ao aluno um espaço em que ela deixaria tranquilamente os seus netos.
A proximidade com os pais, o verdadeiro amor avoengo pelas crianças e o empenho em oferecer aulas interativas e metodologia de ensino conceituada fez com que os próprios familiares solicitassem a expansão do Colégio. “Começamos com ensino infantil, com uma equipe preparada para atender esta demanda. Conforme foram passando os anos, os pais solicitaram um berçário e continuidade para o Ensino Infantil. O perfil das crianças mudou e a educação que eu recebi, por exemplo, já não se aplica mais à esta geração”, explica Dona Graça. Hoje, o Colégio Vagalume e o Lúmen atendem crianças desde o berçário até o Ensino Fundamental I.

Amor ao trabalho
Seguindo uma proposta socioconstrutiva e respeitando a individualidade de cada criança, ela acredita que investir em um assunto que domine, gostar do que faz e procurar especializar-se cada vez mais são os principais pontos para o sucesso nos negócios. “A escola, além de ser uma instituição de ensino, também é uma empresa e realizar a sua gestão é necessário. Fiz cursos na área e, tratando do ponto de vista feminino, acredito que as mulheres têm plena capacidade de aprender e realizar perfeitamente o seu trabalho”, determina.
A Escola e o Colégio contam com 76 funcionários, sendo que 70 são mulheres e seis são homens. Dona Graça acredita no potencial feminino e revela que a sensibilidade das mulheres no acolhimento infantil, dentro de seu colégio, é um grande ponto de destaque. “Vejo bastante mudanças no mercado profissional feminino, ocupando cargos mais altos e abrindo os seus próprios negócios. A gente pode ver isso tanto no Brasil como no mundo, as mulheres estão se posicionando”, acredita.
Para as mulheres que desejam empreender, o conselho de Dona Graça é compatível com os de suas características gerenciais. “O amor pelo que se faz é o segredo de sucesso para qualquer negócio”, finaliza.

Helena 

 Investir com consciência

“Se você tem uma ideia batendo no coração e acha que isso não pode passar, invista. Mas com consciência”

A arquiteta Helena Navarro Gatti Gimenez escolheu e se apaixonou por sua profissão ainda no Ensino Médio. A multidisciplinaridade a encantou e ela define que a arquitetura mescla arte, cálculo, história e até mesmo biologia e química. “Não há mesmice nessa profissão, cada dia é diferente do outro e existem diversos desafios a serem superados. Iniciei meu estágio muito cedo na área de engenharia agrônoma, depois passei por outros locais onde tive contato com escritórios próprios de arquitetura e observei a gestão dos mesmos”, relata. Ela sente que é necessário demonstrar que a arquitetura não é um recurso inacessível e que os clientes podem contar com soluções a favor da vida e do conforto de acordo com seu orçamento.
Por ter se formado em um momento de crise econômica no Brasil, Helena confessa que arriscou ao inaugurar o seu próprio escritório. “A faculdade não nos prepara para sermos empresários, compor preços e organizar funcionários. Por isso, fiz um curso especial de Gestão de Escritório de Arquitetura que me auxiliou muito nestes quesitos. A preparação profissional e atualização são muito importante para o mercado de trabalho”, acredita. Helena comenta que ser mulher e arquiteta é tanto um desafio como qualquer outra profissão onde a grande maioria é do sexo masculino.

Papel na sociedade

Helena enxerga o papel da mulher e do homem na sociedade como um complemento um do outro. Ela acredita que ambos os gêneros têm habilidades diferentes e outras que podem ser desenvolvidas. “O nosso papel é de conscientização e flexibilização. Da valorização das habilidades de cada ser humano não só em casa, mas nas relações”, comenta. Para a arquiteta, as mulheres se sobressaem na capacidade de se abrirem para o novo, buscando novas soluções e novos caminhos profissionais.
Quando se é mulher, na visão de Helena, existe um desafio a mais, uma prova profissional extra. “Você deve, além de se mostrar competente, não deixar que o fato de ser mulher interfira no julgamento de sua capacidade como pessoa”, revela. Apenas desta maneira é possível quebrar estas barreiras.
Para as mulheres que desejam empreender, Helena aconselha: “Se você tem uma ideia batendo no coração e acha que isso não pode passar, invista. Mas com consciência”, declara. “Nós mulheres temos muitas habilidades para fazer o que quisermos, temos uma responsabilidade nata, basta utilizar a nosso favor com esforço e honestidade, apesar de possíveis julgamentos”, finaliza.
Dani 

Aprender a se unir

“As mulheres precisam se unir para abrir o mercado, criar entendimento sobre o conhecimento da outra e trabalhar juntas”

Formada em Gestão de Imagem Pessoal e Corporativa, a consultora Danieli Niéri sempre foi apaixonada por acessórios e, após sua experiência com eventos e na área corporativa de vendas, realizou uma pesquisa de mercado durante um ano para buscar fornecedores de qualidade para as suas peças. Ela realizava vendas exclusivas e participava de feiras na área.  Assinando como Danieli Niéri Acessórios, aos 21 anos ela inaugurou a sua primeira loja na cidade de Itu e, um tempo depois, a segunda loja em Campinas. Atendendo o público, suas clientes começaram a se identificar com seu estilo e com a forma como se vestia. “Quando dei por mim, as clientes, além de pedir ajuda na escolha dos acessórios, ainda levavam suas roupas para que eu lhes indicasse looks especiais. A consultoria de imagens me escolheu”, revela.
Realizando diversos cursos e especializações na área, Danieli procurava entender o dia-a-dia das mulheres para aconselhar-lhes o que vestir e como combinar. Dessa maneira, acabou partindo para a consultoria de moda no universo corporativo.  “Me identifiquei com as mulheres desse mundo e me especializei no que chamo de ‘dress code’ corporativo. Esta consultoria é capaz de transformar a imagem pessoal de homens e mulheres de dentro para fora, fornecendo-lhes autoestima para fechar negócios, realização de parcerias e conciliação de tarefas”, indica. A profissional possui cerca de 98% de retorno de suas clientes, o que lhe motiva a continuar, atualizar-se e investir cada vez mais.

Desafios para as mulheres
Danieli teve uma influência muito especial em sua vida: a própria mãe. Ela a define como a mulher que – apesar das diferenças profissionais – foi capaz demonstrar a importância do acolhimento ao próximo. “Me recordo de as generosidade e capacidade de ajudar as pessoas, entregando-se de corpo e alma ao que faz. Ela é uma pessoa extremamente cuidadosa e que que nunca se negou a ajudar ninguém”, explica. Danieli, que possui três irmãs, conta que a mãe foi capaz de enxergar em cada uma delas o que havia de melhor, atitude essencial para moldar a integridade das filhas.
“As mulheres precisam se unir para abrir o mercado, criar entendimento sobre o conhecimento da outra e trabalhar juntas”, este é o principal desafio para o mercado feminino de acordo com a profissional. Esta união, segundo ela, é uma oportunidade para abertura de negócios, onde cada qual pode indicar a outra de acordo com sua especialidade. Para encorajar esta ação, a profissional recomenda o entendimento daquilo que se ama fazer realmente. “Muitas vezes observamos o sucesso de outras pessoas e desejamos investir na mesma coisa, sem qualquer tipo de experiência ou conhecimento prévio. Ser uma pessoa única e seguir o seu coração é a parte explorável do ser humano”, finaliza.

Stephanie

Acreditar em si mesma

“Algumas mulheres acabam impondo barreiras a si mesmas. É necessário acreditar”.

Com apenas 23 anos, a veterinária Stefanie Ortega Brentzel Caridiotis escolheu acreditar. Acreditar em seu potencial, acreditar em sua dedicação ao trabalho que executa e acreditar na aceitação de seus clientes. Ela inaugurou, no ano de 2015, o Brentzel Centro Veterinário, onde realiza atendimentos clínicos e cirúrgicos, exames laboratoriais, ultrassonografia, inseminação artificial, farmácia, banho e tosa e o moderno serviço de microchipagem. Stefanie, que realizou estágio no Centro de Zoonoses de Itu, é uma defensora da posse animal consciente e procura orientar os seus clientes antes da adoção ou aquisição de um bichinho de estimação. “Penso que o papel do veterinário, além de tratar de disfunções animais, também deve atuar diretamente nas recomendações preventivas”, revela.
Este é um dos grandes diferenciais da Brentzel: Stefanie promove, eventualmente, palestras e eventos relacionados a animais geriátricos, vacinação periódica, castração, cuidados odontológicos e etc. As dicas proporcionadas pela profissional são fundamentais para que donos de animais consigam compreender a importância da prevenção e, assim como nas pessoas, os bichos também podem realizar exames preventivos e manter hábitos saudáveis.

Entre mulheres
Apesar do pai de Stefanie ter sido o grande inspirador de sua decisão profissional, sua mãe, Miriam Brentzel, as avós e as irmãs são as grandes apoiadoras da jovem veterinária. Quando lhe ocorreu a ideia de abertura do centro veterinário, sua família eu apoio total. “Decidi me arriscar e não tive grandes problemas para abrir a empresa. Sofri um pouco de preconceito no início, quando fazia alguns atendimentos domiciliares e as pessoas me perguntavam onde estava o médico. Procurei encarar com leveza e provar, com profissionalismo, a minha capacidade”, revela. Stefanie tem interesse em lecionar no futuro e expandir a sua clínica de acordo com a demanda, sempre com os pés no chão. Para administrar o local, ela realizou cursos de gestão no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e conta com apoio de outros profissionais.
Sobre empreendedorismo feminino, ela acredita que muitas mulheres acabam se limitando e colocando barreiras para si mesmas. “É necessário acreditar. Muitas mulheres, inclusive, se sentem mais seguras sendo atendida por outra. Provar que não existem diferenças entre gênero nas profissões é o nosso papel na sociedade”, finaliza.


Nana
 

Desviar das críticas

“Acreditar, pensar que vai dar certo e desviar das críticas são essenciais quando se sabe fazer um bom trabalho”

Um hobby que virou loja e profissão. Assim começou a vida da maquiadora profissional Ana Cláudia Guido – ou Nana Guido – como é conhecida. Ela trabalhava como representante de vendas em uma perfumaria quando conheceu a fundo o mercado da beleza. Fez cursos de cabelereiro, atividade que não seguiu, e de maquiadora, onde se encontrou. Começou maquiando algumas amigas e foi aprimorando as suas técnicas. Conheceu, no ramo de cosméticos, muita gente que a auxiliou e por quem tem grande carinho. “Acredito que quanto mais indicamos profissionais, mais clientes aparecem pra gente mesmo, uma mão lava a outra. Há lugar para todos”, conta.
Nana inaugurou recentemente o Espaço Nana Guido Make Up, onde atende clientes, ministra cursos e vende diversas linhas de maquiagens tanto para a dia-a-dia como para ocasiões especiais. Ela explica que escolheu esta vertente do mercado por ter encontrado o seu lugar. “Acredito que quando se quer abraçar o mundo, perde-se o objetivo”, acredita.  Hoje, ela é representante de marcas com exclusividade na região de Itu e Salto, oferece produtos que confia com preços acessíveis e investe em cursos e tendências de maquiagens modernas de acordo com o estilo do cliente, tipo de pele e preferências.

Abrindo espaço

Nana estudou administração, realizou curso de coaching e entrou em contato com profissionais contábeis antes de abrir a sua loja. Ela conta que o fato de ser mulher não atrapalhou os seus negócios, mas sim o tradicionalismo na cidade de Itu. “Por ser uma cidade histórica, muitos profissionais mais antigos não viram a minha entrada no mercado com bons olhos. Mas acredito que há espaço para todos. Quando se trata bem o cliente, presta um bom atendimento, ele tende a voltar sempre”, comenta. A profissional acredita que a parceria entre os profissionais é uma estratégia para que todos atendam, uma vez que podem ser indicados quando há excesso de demanda. “Acreditar, pensar que vai dar certo e desviar das críticas são essenciais quando se sabe fazer um bom trabalho”, diz.
É necessário para ela, no entanto, ter responsabilidade, coragem e tatear o mercado para não dar um passo maior que as pernas. “Por mais que houvesse torcida adversária, eu sabia que ia dar certo”, finaliza.

Cris

 Entre a esperança e os desafios

“Vivemos em um mundo onde os mais fortes querem engolir os mais fracos.  Prefiro enxergar um copo meio cheio do que meio vazio”.

Profissional reconhecida na cidade de Itu, Cristina Rocha começou a trabalhar como cabelereira aos 20 anos na garagem de sua casa. Na época, ela já gostava de fazer sobrancelhas, mas na época nada ouvia-se falar sobre design. “Quando comecei a perceber a diferença que fazia as sobrancelhas bem desenhadas, senti necessidade  de fazer um curso “, comenta. Ela foi alimentando, então, o sonho de ter uma clínica apenas para esta especialidade. “Para encontrar alguém que me ensinasse foi difícil, mas quando  achei, e percebi qual era o verdadeiro papel de uma designer de sobrancelha, me apaixonei pela profissão”, esclarece. Ela decidiu fechar o salão de cabelereiro três anos depois, com uma clientela já fidelizada para sobrancelha. “Muitas pessoas achavam que era loucura, mas fui me organizando e o espaço foi crescendo, principalmente para micropigmentação”, revela.
Anos atendendo como Cristina Rocha Sobrancelhas, no ano de 2017, ela inaugurou o Personnalité, que vem de um sonho tinha de ter um espaço somente especializado em embelezamento do olhar, com atendimento diferenciado. “Oferecemos o que há de melhor no universo da micropigmentação de sobrancelhas, olhos, lábios e mais recentemente mamas, também oferecemos depilação egípcia para área do rosto”, explica. “Hoje temos uma cartela de clientes fidelizados muito grande, por isso  acho necessário me atualizar, participando de feiras e congressos para trazer sempre novidades para nossas clientes, pois elas estão sempre muito antenadas com o que há de novo no mundo da estética, então além cursos e treinamentos , também investimos em equipamentos modernos pois estamos em um mercado muito grande e bastante competitivo.

Perfeccionista e teimosa
Cristina acredita que a luta da mulher na busca de um espaço no mercado foi marcado por uma série de acontecimentos que mudaram a concepção da sociedade e derrubaram alguns tabus. “Hoje nós, mulheres, apesar das dificuldades que passamos, já encontramos as portas entreabertas. Percebemos que muitos cargos que eram ocupados somente por homens hoje estão mudando. “As mulheres estão se capacitando para executá-los, engajadas em grandes projetos sociais e tudo isso em cima do salto”, define.
Pra ela, o principal desafio é ter de conciliar trabalho e família. “Geralmente somos muito perfeccionistas e teimosas, gostamos de tudo muito bem feito e organizado, então sofremos um pouco com isso”, define.  Outro desafio, na visão de Cristina, é a competividade. “Vivemos em um mundo onde os mais fortes querem engolir os mais fracos. Prefiro enxergar um copo meio cheio do que meio vazio”, finaliza.

Paula

Ir atrás de seus sonhos

“Busque o que te faz feliz, ajude o próximo, cuide de você e tenha fé sempre. Pratique o bem”.

A publicitária Paula Micai Muniz conta que sempre gostou de artes e redação. Viu na publicidade uma oportunidade de explorar a parte criativa através da imagem e dos textos. Mas ao longo do curso, se deparei com a parte de planejamento, a qual se identificou. “Durante a faculdade fui em busca de estágios, acabei indo para uma agência em Campinas, depois para Curitiba, quando me formei trabalhei na área de marketing nas Cervejarias Kaiser, em SP, depois decidi voltar para Itu para atuar numa agencia local, trabalhei nas Empresas Maggi, na área de marketing e na sequencia abri minha agência, A Comunic. Também lecionei por 10 anos, nos cursos de comunicação e administração”, comenta. Ela decidiu abrir o escritório apenas com os conhecimentos da área técnica. “Não fiz nenhum curso de gestão e nesta questão digo que errei. Acabei aprendendo com as ações práticas, entre erros e acertos. Depois de um tempo vi a necessidade de me aperfeiçoar e fui em busca de ajuda neste sentido”. Depois de cinco anos de empresa, contratou um coaching empresarial que a ajudou bastante. Foi, então, em busca de mais conhecimento através de livros e cursos.

Empoderamento feminino
Para Paula, o assunto do papel das mulheres na sociedade, empoderamento feminino e afins estão em alta. “Precisamos avaliar se esses conceitos são “modismos” e também o quanto são radicais. Penso que em tudo deve haver um equilíbrio. A mulher tem um papel fundamental na sociedade em todos os quesitos, disso não tenho dúvida, conseguimos ser multitarefas e temos muita força. O desafio das mulheres modernas é equilibrar a vida profissional e a pessoal, principalmente quando vivenciamos a maternidade”, reflete. “Podemos ser tudo, mas temos que avaliar os nossos valores, o que queremos para nossa vida. O mercado profissional exige muito, e nos priva de muita coisa, principalmente da nossa saúde. Achar o equilíbrio vejo que é nosso principal desafio”, comenta.
A mulher, na vida profissional, é o ser mais mutável e capaz de lidar com as adversidades. “Desde nosso nascimento aprendemos com nossos hormônios em transição a nos adaptar, isso nos dá uma força incrível, que é somente nossa. Se seu objetivo é investir em seu próprio negócio, vá atrás dos seus sonhos, quebre barreiras e inove sempre. Aprendi também os sonhos podem até mudar, que as imposições da sociedade e viver como um comercial de margarina as vezes pode ser um tédio. Busque o que te faz feliz, ajude o próximo, cuide de você e tenha fé sempre. Pratique o bem”, finaliza.

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