Esporte saúde

Exercícios físicos auxiliam no tratamento de Diabetes e Alzheimer

Em recente estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease,  ficou comprovada a associação entre diabetes e a doença de Alzheimer. Chamada de diabetes tipo 3, um tipo que afeta apenas o cérebro, ao criar uma resistência à insulina no órgão. A descoberta é um marco que pode influenciar na forma como o tratamento pode ser conduzido e nos medicamentos utilizados.

Há alguns anos, cientistas e médicos já vinham associando doença de Alzheimer ao diabetes do tipo 2. Evidências já indicavam que, do ponto de vista clínico, pacientes com Alzheimer têm maior tendência a apresentar diabetes tipo 2 e que o oposto também acontece.

 As razões que poderiam explicar esta associação, no entanto, não eram claras. Primeiro, os estudos revelaram que os receptores do hormônio insulina nos neurônios são perdidos em pacientes de Alzheimer, a partir daí reuniram-se cientistas brasileiros e americanos com a proposta de tratar neurônios afetados pelo Alzheimer com uma combinação de insulina e rosiglitazona, substância habitualmente empregada para tratar pacientes de diabetes tipo 2.

 Partindo daí observou-se uma estabilização no quadro da doença. Acreditava-se não ser necessário insulina para o funcionamento do cérebro, mas na verdade ela é necessária para uma diversidade de processos tais como obtenção de energia e formação da memória.

 Os pesquisadores envolvidos explicam que, como estudos anteriores já haviam demonstrado, em portadores de Alzheimer, os neurônios se mostram mais resistentes à insulina e à sua ação benéfica. Tudo isso leva os pesquisadores a considerarem a doença de Alzheimer como um novo tipo de diabetes, que afetaria apenas o cérebro – a chamada diabetes tipo 3.

Antes, porém, que os doentes de Alzheimer corram a se medicar com insulina, os cientistas advertem que, embora os resultados em cultura tenham sido bastante animadores, ainda é cedo para se falar num tratamento direto. Depois dos experimentos em laboratório, será preciso passar para os testes com animais, para mais tarde avaliar a combinação terapêutica em humanos.

Também é preciso levar em conta que a diabetes é uma doença sistêmica, ou seja, age sobre todo o organismo humano. O que os cientistas desejam é fazer com que a insulina e a rosiglitazona atuem apenas sobre o cérebro. Para tanto, pesquisadores de outros países já estudam formas de aplicação nasal das substâncias.

Segundo os pesquisadores, o uso de insulina da forma usual nos traz dois problemas: pode-se levar os pacientes a um desequilíbrio na glicemia. E também que diabéticos do tipo 2 acabam ficando com a barreira hematoencefálica – que protege o cérebro e, em geral, é razoavelmente permeável à insulina – cada vez mais resistente a esse hormônio.

Segundo estimativas recentes, há cerca de um milhão e duzentos mil brasileiros com Alzheimer. A vida média dessas pessoas em geral gira em torno de oito a dez anos depois do diagnóstico. Dos tratamentos medicamentosos existentes nenhum realmente funciona.

É neste ponto que o exercício físico é um coadjuvante com grande valor visto todos os benefícios que promove no controle da glicemia e na subsequente modulação da secreção de insulina, além da neurogênese, ou seja, do  já comprovado estímulo para a criação de novas células cerebrais.

Exercício físico pode funcionar como um remédio sem efeitos colaterais, desde que seja bem orientado por um profissional especializado.

0 comentário em “Exercícios físicos auxiliam no tratamento de Diabetes e Alzheimer

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: