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A prática de exercícios durante a gravidez

Em meados da década de 90, o American College of Obstetricians
and Gynecologists reconheceu que a prática da atividade física
regular e com intensidade moderada (inclusive musculação),
no período gestacional, deve ser desenvolvida desde que a
gestante apresente condições apropriadas. Desta forma, o ideal
é consultar um médico e se ele autorizar, a mulher poderá
continuar com a prática de exercícios durante a gravidez,
com a intensidade mais baixa e um programa voltado para
o período gestacional em que ela se encontra (são divididos
em 3 trimestres), com atividades centradas nas condições de
saúde da gestante, na experiência em prática de exercícios e na
demonstração de interesse.

Os treinos devem ser feitos de forma controlada, com o intuito
de promover benefícios para a saúde materna e fetal. Então,
a mulher que já treinava antes de engravidar poderá manter
as atividades físicas, que podem inclusive retardar o ganho de
peso e diminuir a gordura localizada, além de reduzir edemas,
fadiga e prevenir as lombalgias.
Por volta do terceiro trimestre de gravidez, podem aparecer
dores nas mãos e nos membros inferiores, devido a diminuição
da flexibilidade nas articulações. Então a prática da atividade
física irá minimizá-las, possivelmente por promover menor
retenção de líquidos no tecido conectivo. A atividade
cardiovascular também se eleva na gravidez, se comparada
ao normal. No entanto, com a prática de exercícios físicos esse
estresse cardiovascular é reduzido, resultando em frequências
cárdicas mais baixas, aumentando a capacidade de oxigenação
e diminuindo a pressão arterial (prevenindo a trombose e as
varizes).

As vantagens da atividade física durante a gestação se estendem
ainda aos aspectos emocionais, contribuindo para que a gestante
se torne mais autoconfiante e satisfeita com a aparência. Os
treinos também promovem a facilidade no trabalho de parto,
principalmente os mais prolongados, e diminui as dores.
Não são recomendados: abdominais; atividades com saltos
(pois o centro de gravidade muda); e a partir do 6º mês,
evitar exercícios em posição deitada, pois podem resultar em
obstrução do retorno venoso e pela falta de mobilidade que
a grávida vai apresentar. Não são recomentados, também,
exercícios exaustivos que elevam muito a frequência cardíaca.

Caso a gestante demonstre sinais como: dores abdominais;
sangramento; perda de líquido amniótico; fraquezas musculares;
tontura; náuseas, entre outros, é recomendado interromper os
exercícios. Mulheres sedentárias não têm recomendação de
começar a treinar após engravidar. Não existe uma conduta
ideal para a prescrição de treinos, cada gestante deve ser
avaliada individualmente.

 

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Carol Scopel é bacharel e licenciada em Educação
Física pela Unicamp, especializou-se em Bioquímica,
Nutrição, Fisiologia e Treinamento Físico, pela mesma
instituição. E é proprietária do Sthudio Academia
Personalizada, em Itu.

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